Em
1974, o Sport recebe do prefeito da época,
João Cordeiro, a doação
do terreno onde seria o futuro estádio
O Cordeirão.
Com
a ajuda da construtora Move Terra, as dimensões
do campo aumentaram com a retirada de grandes
pedras, e chegaram ao tamanho padrão
(100mx70m).
Em
1975, um ano após o reinício,
nas comemorações de aniversário
de 27 anos, ocorreu um trágico acidente.
No local onde se realizava a festa do aniversário,
os dois irmãos rubro-negros Jurandir
e Alberto Cordeiro mergulharam nas correntesas
do rio Pajeú, um para salvar o outro
que haviam pulado e sumido, mas acabou morrendo
os dois.
Em
homenagem a eles, o estádio do Sport
se chama justamente Irmãos Cordeiro,
popularmente chamado de O Cordeirão.
Por ser o único estádio da cidade,
é tido teoricamente como o estádio
municipal, apesar de ser patrimônio do
Sport Club Tabira.
Essa
década de 1970 representaria o ápice
da sua história, chegando a derrotar
várias equipes profissionais, dentre
elas o Ferroviário de Recife (3º
colocado no Pernambuco da época), o Nacional
de Patos, o Comercial de Pesqueira, o Tabajara
de Monteiro, etc. Nessa década, o presidente
do clube Zequinha Pires, reune uma forte direção
de grandes desportistas, como Caneca, Otacílio
Pereira, o pequeno gigante Lula de Oscar, Lula
de Napo, o poeta Dedé Monteiro e Ismael
Mascena, ainda tinha como colaboradores e entusiastas
os saudosos Augusto Borges, Antônio Limoeiro,
Antônio Monteiro, o pai do poeta Dedé
Monteiro, Jota Ferreira, João Cordeiro,
Antônio da Serraria, Pedro Cariri, entre
outros.
Reflexo
fiel da imagem do Sport durante o começo
da década de 1980 até os dias
atuais se chama Antônio Moacir, o Mocão,
ex-jogador do ótimo time dos anos 70,
assumiu como poucos assumiriam, seu amor pelo
amadorismo e pelo futebol. Sem ganhar nada em
dinheiro, trabalha há mais de três
décadas para não deixar cair no
abandono o patrimônio e a história
do rubro-negro tabirense.
Na
década de 1980, assumiram a presidência
do Sport: Rosalvo Sampaio, o saudoso Zé
Liberal, Luís Soares da Rocha, Antônio
Humberto Amorim, Antônio Moacir Cordeiro,
Anchieta Araújo, Claudino Cordeiro Neto,
Antônio Saturnino, o Tuta e Espedito de
Freitas, o Tida.
Nessa
década, começou a se disputar
o Campeonato Tabirense, que teve 16 edições
realizadas, das quais 7 ganhas pelo Sport.
1982.
Na primeira edição do campeonato,
em 1982, a equipe rubro-negra era formada por
Tonho da Hora; George, Moacir, Holanda, Mário;
Bam, Raul, Chico Machado; Colô, Bituri
e Beton. O zagueiro Moacir, o Mocão,
também era o treinador da equipe. O Sport
chegou à final e enfrentou o time do
Bandeirantes, do povoado do Brejinho. Na decisão,
o placar terminou empatado no tempo normal,
depois do Bandeirantes abrir o placar e o Sport
empatar aos 43 minutos do segundo tempo com
uma cabeçada de Beton. Na prorrogação,
o Sport ganhou por 1 a 0 com gol de Chico Machado
e se tornou o primeiro campeão tabirense.
1984.
Segunda edição do Campeonato Tabirense,
o Sport formava uma nova geração
de jogadores: Veinho; Mário, Holanda,
Adelmo, Beba; Tuta, Betinho, Elson, Bituri;
Nenem e Beton. Moacir deixou de jogar e começou
a comandar a direção da equipe,
comando que perdura até os dias atuais.
Mais uma vez na final, agora o Sport enfrenta
o Corinthians, e derrota-o por 2 a 0, com dois
gols de Beton.
1985.
O Sport mantém a formação
de 1984, e mais uma vez chega a final, com o
Vasco. O Papai da Cidade ganhou de 1 a 0, com
gol de Batista, de falta. Terceiro título
em três campeonatos, todos invictos.
1986.
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