20 de mai de 2014

Morre Vicente Veras da Silva, o Timbú

Postado por Fernando Felipe
Compartilhamos o relato feito por Marcílio Valadares Pires sobre Vicente Veras da Silva, o Timbú, falecido ontem e enterrado hoje. Grande torcedor do Sport Tabira na época áurea do futebol tabirense, nas décadas de 70 e 80, era ele quem tremulava a velha - e pesada! - bandeira rubro-negra. Era ele quem organizava com disposição sem igual os arraiais e quadrilhas do clube, na velha Casa de Shows do Cordeirão. Do porte físico invejável, passou pelas agruras de uma doença que o debilitou e o enfraqueceu. Foi enterrada hoje mais uma parte de nossa história, de velhas e boas lembranças. Que preservemos a sua memória e que Deus o guarde em um bom lugar...

Timbu, atrás de Frei Damião. Sentado, o seu irmão, Paulo de Neves.
Em pé, Dora, viúva de João Pregueta. [Marcílio Pires]


No sepultamento de Vicente Veras da Silva.

Foi sepultado na tarde do dia de hoje,no cemitério local,o corpo de Vicente Veras,o popular Timbu.Este apelido vem desde os tempos da mais tenra infância,colocado, segundo sua irmã Socorro Caldas,por uma vizinha.Inicialmente ele não gostou do vulgo,mas terminou se acostumando.Quem frequentou Tabira nos últimos cinquenta(50) anos,certamento conheceu Timbu.Filho de um relacionamento extra-conjugal do rico fazendeiro e latifundiário Vicente Veras(Vicentão da Ingazeira)e da Tabirense Maria das Neves Caldas,Timbu esteve presente em todos os acontecimentos da cidade,de quaisquer natureza.Avantajado fisicamente(antigamente chamavam de MARRUDO),fazia questão e era muito vaidoso em participar,de situações onde o esforço físico era um requisito importante.Nas gincanas colegiais,exibia-se exageradamente,chegando a colocar em risco, sua notável exuberante saúde física.Como dissemos em publicação anterior,nas invernadas Tabirenses,mostrava destemor em solidarizar-se com agricultores feirantes,com imensas dificuldades de acesso à cidade,devido a forte correnteza das águas.Nestas situações,ajudou muito,indiscriminadamente e de forma empírica.Era um torcedor apaixonado do Sport Club Tabira,sendo um dos seus sócios.Fanático por política partidária,participava efusivamente das campanhas eleitorais,sempre respeitando os adversários.Me recordo perfeitamente da noite do dia 14 de Dezembro de 1972,véspera das eleições municipais daquele ano.Ele,com sua turma,comemorando antecipadamente a segunda vitória do seu ídolo político João Cordeiro(vitória aquela que ratificou e consagrou a liderança inconteste e insofismável do Ex-Prefeito João Cordeiro da Silva Neto, naqueles tempos).

"Puxador" de ensaios e posteriormente de quadrilhas Juninas memoráveis no antigo Grêmio Lítero Social Tabirense e nos últimos anos,já sem mais o mesmo vigor físico e pouco entusiasmo,no Tabira Campestre Club.Deixa uma lembrança de festas Juninas muito boa.

Exerceu uma religiosidade frequente e se dizia "afilhado " de Frei Damião.Era devoto de São Sebastião e nas festas da Padroeira da cidade de Tabira(Nossa Senhora dos Remédios),"tomava a frente" em conduzir o andor.Foi membro da banda Marcial do antigo Ginásio Pajeú e era um vibrante dos desfiles cívicos do Sete de Setembro,em "antigos amores à Pátria".Apesar da diferença de idade,participamos de muitas "atividades e conversas ao seu lado",onde muitas versões de acontecimentos, geraram polêmicas civilizadas,sem nenhuma conclusão até os dias atuais.
Com as complexidades da existência humana e as famosas "subjetividades de foro íntimo",todo aquele vigor físico e solidariedades extremamente corajosas e de poucos,contrastava com seus sentimentos interiores.Toda aquela virilidade em ajudar o próximo,nas mais variadas circunstâncias,desaparecia em suas íntimas escolhas prazerosas,por mais paradoxal que pudesse parecer.Ele era assim,assumidamente,de forma muito discreta.Teve a dignidade em não assumir um casamento de fachada,para dar satisfação pública.Avesso à qualquer tipo de violência ou maldade,não conhecemos inimigos seus,ao contrário,deixa um legado de serviços prestados e amizades duradouras.
Sabedor que o seu final estava próximo,fomos visitá-lo,ainda lúcido e sóbrio,mesmo em tratamento terminal, na cidade do Recife.Conversamos razoavelmente e lembramos algumas passagens interessantes em nossas trajetórias.Valeu Timbu,que DEUS lhe assegure um bom lugar.

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